quinta-feira, 31 de março de 2011

Cantos de Trabalho: Cacau


No programa Navegando RádioCom está sendo apresentado, a cada dia, uma trilogia de Leon Hirszman, um trabalho que investiga o valor cultural das canções cantadas por trabalhadores no interior do Brasil. Por achar um trabalho interessante, compartilho nesse espaço também:

Entre 1974 e 1976, Hirszman realizou três documentários produzidos pelo MEC sobre os cantos entoados pelos trabalhadores rurais nordestinos. Na trilogia há a documentação dos cantos de trabalho da cana-de-açúcar em Feira de Santana, dos plantadores de cacau em Itabuna, de mutirões em Chã Preta.

"É uma espécie de partido-alto do campo, uma roda de samba no trabalho" - afirma o cineasta que confessadamente caminhava na trilha aberta por Humberto Mauro e Mário de Andrade no resgate dessa prática cultural em vias de extinção.

Cacau (1976)
Filmado na região de Itabuna, Bahia, o documentário recolhe cantos e danças dos trabalhadores das roças de cacau, praticados nas atividades de extração e "pisa" da fruta.

Narrado por Ferreira Gullar.




Carta de aluna de Medicina a Bolsonaro


Sr. Bolsonaro,

Venho atraves deste e-mail exercer o meu Direito de Resposta relativo às suas afirmações no programa CQC:




Sou cotista de medicina com muito orgulho, graças ao presidente Lula.

Caso o senhor tenha o infortúnio de sofrer um acidente algum dia e cair nas minhas mãos em um pronto socorro, terei o maior prazer em atendê-lo, pois só vendo o senhor viver é que terei a certeza de que continuará sofrendo ao ver a diversidade de raças e a prosperidade do povo mestiço brasileiro.

Vai um presente para o senhor. Imprima, coloque numa moldura e se delicie olhando para os seus heróis, porque os nossos… os nossos são outros e o senhor sabe muito bem quem são.

Maiara Silva.

Ps.: Favor não confundir com aquela Mayara das eleições, a afogadora de nordestinos.


terça-feira, 29 de março de 2011

Si yo te dejo



Si yo te dejo, el aire falta
La melodía de mi canción ya tu no cantas,
La flor se muere, el sol se apaga.
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domingo, 27 de março de 2011

Memória, Verdade e Justiça: marcas da Ditadura do Cone Sul, em PoA

A Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, a Secretaria da Cultura, a Assembleia Legislativa e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, promovem o Seminário Memória, Verdade e Justiça: as marcas das Ditaduras do Cone Sul, que ocorrerá nos dias 30, 31 de março e 1º de abril, em Porto Alegre/RS.

Hoje existe um intenso debate sobre a garantia dos direitos à memória e à verdade, mas também à responsabilização penal dos perpetradores do terrorismo de Estado.

O seminário tem por objetivo discutir estas marcas do passado ditatorial no presente democrático, oportunizando um espaço em que seja possível compartilhar experiências, conhecimento e reflexões.

A entrada é franca. Confira a programação clicando na imagem abaixo e não deixe de participar deste importante e necessário debate.



OS PAINELISTAS:

Antenor Ferrari – Advogado, deputado estadual pelo MDB, presidiu a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a primeira do Brasil, criada em 1980. Também foi presidente da Casa em 1983.

Camilo Casariego Celiberti – Filho de Lilián Celiberti, sequestrada em 1978 em Porto Alegre num operativo Condor que congregou o aparato repressivo uruguaio e brasileiro, conhecido como “o sequestro dos uruguaios”. Depois da denúncia do jornalista Luiz Cláudio Cunha e do fotógrafo J.B. Scalco, a operação foi desmanchada. Camilo (sete anos) e sua irmã Francesca (três anos) também foram sequestrados e levados para o Departamento de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul (Dops/RS). Camilo teve um papel decisivo ao confirmar o local do seu cativeiro em Porto Alegre: reconheceu o Arroio Dilúvio, que ele via do segundo andar do prédio da Secretaria de Segurança Pública, onde funcionava o Dops.

Edson Telles – Professor de Ética e Direitos Humanos do curso de Pós-graduação da Universidade Bandeirante de São Paulo. Filho e sobrinho de presos políticos, aos quatro anos de idade foi sequestrado e levado para as dependências do Doi-Codi de São Paulo, juntamente com sua irmã, Janaína (cinco anos), e sua tia, Criméia de Almeida, grávida de oito meses. As crianças ficaram presas durante dez dias no centro de repressão, assistindo às sessões de tortura as quais seus pais foram submetidos. Em 2008, a família Almeida Teles ganhou na Justiça a ação declaratória contra o chefe do Doi-Codi/SP, Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Estela de Carlotto – Presidente da Asociación Abuelas de Plaza de Mayo. Sua filha foi sequestrada e enviada a um centro de detenção clandestino quando estava grávida de três meses. O corpo de sua filha lhe foi devolvido. Seu neto, no entanto, não lhe foi entregue. Até hoje, Estela segue em sua busca. A ditadura argentina sequestrou e expropriou a identidade de mais de 500 crianças. Até o presente momento, cerca de cem crianças tiveram suas identidades restituídas.

Luis Puig – Sindicalista, secretário de Direitos Humanos do Plenario Intersindical de Trabajadores – Convención Nacional de Trabajadores (PIT – CNT). Representante da CNT na Coordenação Nacional pela Anulação da Ley de Caducidad (lei de anistia similar à brasileira) e deputado do Partido por la Victoria del Pueblo (PVP), pela Frente Ampla.

Raul Pont – Deputado Estadual pelo PT. Historiador, foi líder estudantil e presidiu o DCE Livre da UFRGS, em 1968. Foi perseguido pela ditadura brasileira. Participou da fundação do jornal Em Tempo. Fundador do PT, atuou como deputado estadual constituinte, deputado federal e prefeito de Porto Alegre (1997-2000).

Sereno Chaise – Advogado e trabalhista histórico, foi cassado pelo Golpe Civil-Militar em 1964, quando era prefeito de Porto Alegre. Foi deputado estadual entre 1959 e 1963 pelo PTB. Foi um dos fundadores do PDT.

Suzana Keniger Lisbôa – Integrante da Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos. Seu marido, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, foi o primeiro desaparecido político da ditadura a ser reconhecido oficialmente pelo Estado como assassinado pelo sistema repressivo.

sábado, 26 de março de 2011

De estrela caindo bem devagar

Quanto mais desejo um beijo
Um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver.
Viver.

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade, e fim.




Pelotas recebeu na noite de sexta (25) o cantor e compositor brasileiro Djavan. Depois de onze anos e dois meses sem tocar na cidade, o músico trouxe o espetáculo de seu mais recente trabalho “Ária” (2010), além de não deixar de fora suas canções clássicas de mais de 30 anos de carreira na MPB.

Leia na íntegra AQUI.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tristeza é a falta de alegria

HÉLIO LEITES

"Eu sonho com o momento que eu não vivi ainda.
Um momento vazio na minha vida, pra preencher...
Não sei se com alegria ou com tristeza."


Considerado como um multiartista, Hélio, natural do Paraná, expressa seu trabalho em variadas maneiras de arte artesanal. Formas, performances e cores se tornam “vida” através de linhas, objetos, caixas de fósforos e botões.
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Participação no documentário que é parte do projeto Thomás Tristonho, em “O que é tristeza para você?”


Artista: Hélio Leites
Dirigido, fotografado e editado por: André Saito & Cesar Nery
Trilha original: Fê Sztok e André Saito
Arte Gráfica: Pedro Hefs


quinta-feira, 24 de março de 2011

Ele vem... amanhã.

"Olha lá, as gaivotas já
Vão deixar suas ilhas
Veja o sol
É demais essa cidade
A gente vai ter
Um dia de calor..."

Amanhã (25) minha cidade recebe um dos maiores nomes da música popular brasileira: Djavan. E sem ter a intenção de ser clichê, declaro isso com satisfação por achar seu trabalho muito significativo – e duradouro - na história da música.

Para falar nele, eu teria que ter tempo e talvez outras coisas. E dentre essa correria justificada aqui, me resta dizer que a graciosidade que a música simples, poética e encantada que eu não tenho dúvidas que Djavan trará no palco da noite de amanhã do Guarany, vai mostrar um pouco mais desse nosso rico Brasil cheio de gente competente e artística – no melhor sentido da palavra.

Para essa turnê pelo País, o músico preparou um repertório clássico de tantos anos de carreira e uma atenção ao último álbum “Ária”, gravado no ano passado, onde ele exerce exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores. Depois de tantos anos, Djavan emprestou sua voz para lembrar sua memória afetiva, através de canções que outrora cantou apenas no seu íntimo. O resultado de Ária expressa uma generosidade grande com cada música, digna da delicadeza que Djavan sempre teve com a arte.

Abaixo, uma das minhas preferidas: A clássica 'Palco', composta por Gilberto Gil:




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mais...



Te seguir
E poder chegar
Onde tudo é só meu
Te encontrar
Dar a cara pro teu beijo
Correr atrás de ti
Feito cigano, cigano, cigano
Me jogar sem medir

Viajar
Entre pernas e delícias
Conhecer pra notícias dar
Devassar sua vida
Resistir ao que pode o pensamento
Saber chegar no seu melhor momento
Momento, momento
Pra ficar e ficar...