domingo, 28 de novembro de 2010

Wedding November Rain


27.11.10

Mais uma amiga que casa!

Felicidades e muito amor à Thaís e Jonas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amar o amor, amar a vida

"Descobri que eu devo manter as coisas simples."



Conheci Junior Secco há alguns anos atrás em Sapiranga, no Rio Grande do Sul.
Os planos e os sonhos, o levaram para o Canada, onde conheceu Lois e casou. Com voltas para o Brasil em 2008, eles – viajantes, - estão agora morando no País de Gales.

Secco e Lois vivem uma vida bonita. Eles vivem de arte. Lois pinta quadros e confecciona jóias. Secco faz sessões e workshops de bateria para músicos e estudantes do instrumento. Lois também toca piano. E os dois amam amar.






[ Fotos: Eles e obras de Lois ]

“Tentamos dedicar a maior parte do nosso tempo em sermos criativos, mesmo com o mínimo que seja. No decorar da nossa casa, ou sendo músico de rua. Sempre tentamos nos envolver na sociedade em que vivemos e ter um relacionamento com ela, fazendo música e arte com amigos. E o mais importante: tentamos amar as pessoas por quem elas são”,
ele me disse.

Eles gravam vídeos também. Muito bem feitos.
E eles me trazem uma sensação boa. Que eu não sei explicar.


Usando stop motion (600 fotos)



De onde vem a calma


Eu vou ficar são
Mesmo se for só..




De onde vem o jeito tão sem defeito
Que esse rapaz consegue fingir?
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão.

Eu não vou mudar, não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

Composição: Marcelo Camelo
Interpretado por Rubi, em 2006.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Jamia Nash me emociona

Ela começou cantando aos 2 anos de idade. E é simplesmente uma surpresa.
Canta tal qual uma cantora consagrada com anos luz na estrada.

Jamia Simone Nash fez participações em alguns filmes e tem surpreendido o mundo, por onde passa, através de sua voz.


Participação no filme August Rush [O som do coração]


Bataclã FC – Barulhinho que é do bom

A experimentação e a busca pela música essencialmente brasileira,
universal, mestiça, como a gente desse lugar

No Dia da Consciência Negra, minha cidade recebeu a banda Bataclã FC para se apresentar em um show a céu aberto, na Duque de Caxias.

Após a apresentação de outras bandas e ainda com problemas no som e na organização do evento, Bataclã trouxe, através de sua música e suas mensagens, reflexões pertinentes acerca do contexto do negro no Brasil.

O show contou com a parceria da banda com os músicos de Pelotas: Kako Xavier, Alemão e Davi Batuka. A organização do evento foi do SESC juntamente com a Prefeitura.

Destaque para o grande músico uruguaio Sebastian Jantos, que fez participação especial, além de ter se apresentado com um belo show na noite de sexta, em Pelotas. Em breve, falarei sobre ele.

Espero ainda nessa semana, upar o áudio da entrevista com a banda, Sebastian e com o professor Mario Maia num especial ‘Consciencia Negra’ no programa Navegando Rádiocom.

No video: Bataclã, no Teatro Túlio Piva, em Porto Alegre/RS




sábado, 20 de novembro de 2010

20 de Novembro

“Encontrei minhas origens
Na cor de minha pele
Nos lanhos de minha alma
Em mim
Em minha gente escura
Em meus heróis altivos
Encontrei
Encontrei-as enfim
Me encontrei.”

Oliveira Silveira, o "negro de alma negra", tornou-se um dos mais influentes ativistas do movimento negro da história brasileira. Foi um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre e estudou a data de 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo , a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial.

Teve constante atuação por meio da militância política e da produção literária negra. Fundou o grupo Semba, a Associação Negra de Cultura e integrou o corpo editorial da revista Tição ( no final dos anos 70). Com presença marcante, participou da produção cultural gaúcha, compôs rodas de intelectuais e formadores de opinião. O pesquisador também escreveu uma dezena de livros e inúmeros poemas acerca da vida dos negros no Rio Grande do Sul e sobre a questão negra de forma geral. Morreu aos 67 anos, em 1º de janeiro de 2009 deixando um legado de luta, identidade e esperança para o movimento negro brasileiro.
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"Considero a luta por justiça social e pela dignidade dos povos
como parte integral da luta por nações mais justas e seguras,
por uma comunidade internacional mais justa e coesa,
e por um futuro de vida humana capaz de sustentar com dignidade nossa população,
nossos ambientes e nosso planeta."

Abdias Nascimento, ao longo de seus 96 anos, esteve presente e participou de inúmeras passagens importantes das lutas negras do século 20, não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na África. Sua vida é ela mesma, a própria história da luta negra.

Na entrevista a seguir [publicada pelo Brasil de Fato] respondida por e-mail por sua esposa, Elisa, e subscrita por ele, Abdias dá um recado à nova geração de jovens negros militantes: “O conselho que dou para essa juventude é estudar, aprender, conhecer e se preparar para, então, se engajar: agir, criar, interagir e participar da construção das coisas.”

O senhor esteve no exílio, de 1968 a 1981, por conta da enorme repercussão que teve a sua “carta-declaraçãomanifesto” na qual denunciava a farsa do paraíso racial que se dizia viver na América Latina. Como o senhor avalia a questão da “democracia racial” no Brasil de hoje? Onde é possível dizer que a crítica a ela colheu frutos?
O racismo no Brasil se caracteriza pela covardia. Ele não se assume e, por isso, não tem culpa nem autocrítica. Costumam descrevê-lo como sutil, mas isto é um equívoco. Ele não é nada sutil, pelo contrário, para quem não quer se iludir, ele fica escancarado ao olhar mais casual e superficial. O olhar aprofundado só confirma a primeira impressão: os negros estão mesmo nos patamares inferiores, ocupam a base da pirâmide social e lá sofrem discriminação e rebaixamento de sua autoestima em razão da cor. No topo da riqueza, eles são rechaçados com uma violência que faz doer. Quando não discrimina o negro, a elite dominante o festeja com um paternalismo hipócrita ao passo que apropria e ganha lucros sobre suas criações culturais sem respeitar ou remunerar com dignidade a sua produção. Os estudos aprofundados dos órgãos oficiais e acadêmicos de pesquisa demonstram desigualdades raciais persistentes que acompanham o desenvolvimento econômico ao longo do século 20 e início do 21 com uma fidelidade incrível: à medida que cresce a renda, a educação, o acesso aos bens de consumo, enfim, à medida que aumentam os benefícios econômicos da sociedade em desenvolvimento, a desigualdade racial continua firme.


[Confira a relevante entrevista completa, cedida pelo Desinformémonos ao Brasil de Fato, clicando aqui].