quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre a prisão...

8 de Março de 2010.



Hoje eu conheci um pouco da ausência humana de escolha. Visitei por horas a solidão verdadeira. Caminhei no escuro e senti melodias tristes entre os sons de paredes sujas. Hoje eu saí do mundo ali fora e me aprisionei no mundo fechado. Pedi permissão ao silêncio para ouví-lo com mais eco e entrei por uma porta onde me mostrava um caminho que me dava apenas uma direção. Pelo caminho encontrei várias portas. A fechadura era a marca registrada em comum nas suas ferrugens. Os cadeados que fechavam histórias traziam sutilmente relatos bruscos de angústia e desapontamento. Ainda na porta, uma pequena janela dava margem a mortes escondidas. Hoje eu conheci um pouco do outro lado. O mundo paralelo que parecia tão distante, esteve ao meu lado ou dentro do meu mundo.

Em uma data simbólica ao Dia da Mulher, foi comum encontrar desde o início da manhã mensagens de auto estima e consumismo, capazes de enfeitar o fabuloso dia de ‘mãos limpas’, ‘contas pagas’ e ‘tá tudo bem’. Os conhecidos discursos de datas comemorativas foram mais uma vez cumpridos fielmente. Hoje, as palavras eram efusivas no mundo afora. Mas depois de viver normalmente todo esse ritual, eu escolhi ir para o mundo real, com menos barulho e talvez mais dor. Não sei se essa superficialidade atual em que se vive no mundo aqui fora, pode ser considerada realidade. Mas ainda escolho aquilo que me torna mais humana como verdade. Honestamente, não sei, mas prefiro não saber. Os mundos cada vez tornam-se mais irreais porque eles estão perdidos e não se encontram.

O que seria uma visita jornalística para saber a realidade de detentas, tornou-se em opção por enfrentar a escolha de arrepios constrangidos ao ler histórias através de diversos olhos femininos. Eles se encontravam atrás de grades, por entre as celas, naquele único corredor cumprido. Encontrei o fator diferencial entre os dois mundos: a bruta solidão física e ardentemente emocional somada à ausência de liberdade, ainda que o ‘meu’ mundo não me faça uma pessoa livre e não me ofereça o infinito. Ao menos esse daqui. Ao menos o que foi feito dele. Ou talvez o que eu própria tenha o tornado.

Lá, na escuridão do corredor cinzento que me apresentava celas, todas são iguais. Talvez essa característica também diferencie tanto do mundo aqui fora. Não há separação ou direito desigual. Assassinato a um filho ou roubo de uma fruta no supermercado estão enclausurados na mesma cela. Vivem a mesma solidão. A de não poder olhar paro o céu e o encontrá-lo cheio de estrelas a noite. Ou de ter acesso apenas à parte da grande intensidão da luz do sol a cada tarde de verão. Ou talvez de contar os dias e as incansáveis horas para poder receber palavras simples de alguém do mundo ‘normal.’ Lá, não há direito para correr na chuva só para se refrescar e relembrar a infância. Não há escolha para a expectativa do sábado a noite por entre as ruas, sem direção, com os amigos ou com sua própria companhia. Não há direito para o almoço em família no domingo. Lá os pesadelos são normais e os sonhos são valorizados. O tempo é ainda mais predominante e dominador sob homem, ao ponto de desapontá-lo.

São portas iguais com histórias únicas que nos confrontam. Passados inconseqüentes e julgadores. O homem tornou-se traidor de si mesmo e só é dono do seu presente.
Na prisão, o barulho ecoa um pedido de liberdade e novidades. Expressas em seus olhos, as noites pareciam longas e o arrependimento doer como fogo ardente no peito. Existe a esperança para aqueles que são fortes. Mas o que seria a força? Lá, todos os sentimentos são colocados à prova. Como saber se sou forte se ainda não conheço o real sentido da fraqueza? Como tornar-me-ei fraca se já suportei a morte? E quem há de pagar pelo que se faz nessa terra? Lá, o julgamento mostra os dois lados de forma mais intensa e avassaladora.

Saí pra rua. Tive vontade de ver o céu azul misturado ao frio úmido da minha cidade. Voltei mais uma vez. Uma delas me perguntou se eu poderia dar notícias do mundo aqui fora. Disse que continuamos doentes, presos como elas. Mas suavizei que havia muita música, arte, sonhos e esperança em alguns corações. Duas delas sorriam e uma delas me disse que sentia vontade de dançar. Em uma fração de segundos meu coração se apertou, contraiu-se como estivesse sendo esmagado por um par de mãos firmes. Disse a ela que dançasse. O pleno corredor escuro não poderia ofuscar o desejo de se movimentar. Ela disse que queria correr. Fiquei sem respostas, pois correr exige espaço, livres espaços. Estávamos apertadas, por entre as celas e suas ferrugens tão gastas. Mas a encorajei a correr dentro do ambiente que lhe era permito estar. Ela disse que iria tentar.

Não sei se dançou. Eu voltei pro mundo real e ilusoriamente livre.
Pelo caminho das ruas, encontrei algumas crianças, pelas calçadas, deitadas. Fui para o meu ambiente de trabalho. Me senti impotente. Lembrei que, depois de minha jornada de serviço, poderia fazer o que eu quisesse. Correr, dançar e sonhar na minha cama. Lembrei do desejo da dança daquela detenta. Pedi a Deus que a fizesse dançar, ainda que estivesse lá. Ainda que estivesse presa por ter cometido algum “erro”.

A noite, cheguei no portão da minha casa e meu cachorro, agitado, livre e correndo freneticamente como faz diariamente, me recebeu com alegria. Seus olhos estampavam felicidade por me ver. Meus carinhos o deixaram efusivo como uma criança quando ganha um brinquedo. Tive vontade de chorar. Lembrei que tenho meu cachorro, meus pais, meus irmãos, meus amigos e quem eu quiser. Ao meu lado. No mesmo mundo. “Estou livre”, longe de celas físicas e posso correr e dançar sem pedir permissão ou simplesmente apenas desejar.
Mas até que ponto, nós, habitantes desse mundo aqui fora nos diferenciamos daqueles que moram no corredor escuro?

Temos perdido nossa liberdade em um mundo que nos dá acesso a sermos livres. Tornamo-nos escravos do nosso próprio tempo e de nossas atitudes, sendo elas pagas no vazio e no frio das grades... sendo elas pagas na imensidão da chuva e das ruas que nos dão escolhas de direção.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Solidão pela liberdade

Tudo poderia ser diferente... se não fosse o medo.
Se não fossem nossas buscas por uma liberdade inventada e ilusória.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O que eu sinto...

Eu encontro forças quando me sinto fraca,
quando me fraquejam ou quando penso em voltar atrás.

Eu acredito nos meus ideais quando as ilusões parecem bater à porta. Ou quando conheço de perto a dor e a fria tempestade. Ambas querendo cair em mim.

Eu me conheço mais quando confronto a mim mesma. E entendo que sou infinitamente maior do que penso.
Eu sou aquilo que eu sinto.

E o que eu sinto são os meus sonhos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Apenas

Deixou as folhas rabiscadas para depois. Desistiu de tentar entender a realidade bruta e violenta, mas que sempre lhe ensinou tanto, mesmo sabendo que jamais chegará a uma conclusão nata e fria. Ligou aquela voz mais uma vez ao coração triste, vazio, porém atento. A voz permanecia na suavidade como da primeira vez. Mas o aperto do peito aumentava ao passo do tocar de cada nota do violão. Ao passo de cada timbre do piano e da simples voz, que insistia em permanecer ali. Tão unida a um conjunto de sentimentos e dores, saudades e recordações sem nem saber como. A voz cantava e exprimia emoção, sentimentos e pedidos de sinais. Tão perto, mas tão distante. Tão distante esse meu coração, mas almeja estar perto. Esse coração aqui.
A voz está longe. É apenas voz com emoções alheias, exprimidas para o além, para o longe. Nada parece estar tão ligado como antes ou como nunca esteve.

Ligou as luzes, tentou abrir a janela do quarto para ver se o brilho das estrelas que iluminavam aquela noite fria mostravam luz. Pediu resposta ao coração que incansavelmente se derretia a cada nota. Fechou o vidro, e ainda assim deixou as estrelas perceberem a tristeza diante daquela voz. Fechou os olhos, mas não conseguiu compreender ainda assim.

Precisou abrir os olhos. Tentou escrever poesia simples e calada, mas queria escrever tristeza e melodia. O piano voltava. E a voz suave, tão doce como a inocência de uma criança exclamava paixão involuntária. Exclamava pedidos de intensidade sem nem perceber. Sentiu vontade de fugir e abandonar os sentimentos. Quis pedir ao silêncio mais liberdade. Mas o silêncio não a perdoaria. Ela esquecera o que era perdão. Queria expressar suas exclamações e suas perguntas. Mas o medo foi maior que o rompimento com o silêncio. O medo a impediu de correr para longe e arriscar.

Desligou todas as luzes. Fechou a janela. Não se despediu das estrelas. Mas não tentou fechar seu coração e sua emoção irresistivel ao ouvir aqueles sons suaves que a levavam a tantos lugares.

Enxergou a realidade. Ela acordou do sonho. São apenas sons. E talvez, nada mais do que apenas, sonhos também.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Talvez sempre

Eu não sei o que antes ele representava para mim. Talvez mais um no meio de todos os seres que conheci. Talvez um mistério como é até hoje e sempre será. Pois já não quero nada desvendar aqui. E talvez ele fosse um nada, no meio desse vazio incompleto com cheiro de insatisfação. Talvez uma pergunta que questiona o seu próprio significado.

Mas hoje quando ouvi o barulho da chuva me pedindo para ler um texto seu, algo me lembrou que seu inconformismo e sua falta de riso me deixam inquieta e passiva aos seus questionamentos. Quando descobri que sinto sua falta, de alguma forma que ele nunca quisera saber, simplesmente por não se importar; quando curiosamente me peguei pensando na sua forma diferente de ver a vida ou quando quis saber se sua alma estava em choro... percebi que esses encontros comigo mesma soaram como decreto de algo que ainda não sei expressar em palavras. Aliás, eis aí o ponto. Ele parece conhecer esse mistério de escrever. Aliás, palavras possuem real sentido e clara concisão? Diferente de mim, ele chega com ousadia e sem pretensão alguma de nada quando escreve. Eu tenho medo, ele não. A ousadia ele não quer ter, mas involuntariamente tem. A despretensão está escrita no amargo e na imparcialidade dos seus olhos. Na dúvida do seu caminhar e na força das suas palavras.

Lembro que uma vez me perguntei se ele gostara de viver. A resposta chegou súbita dentro de mim: “Ele gosta. Apenas é mais sincero consigo mesmo”. Ele é um mistério para mim e acho que para si. Ele diz que não gostaria de terminar com seu próprio segredo. Ele quer ser o que sempre foi, mas ainda não sabe que já se encontrou pela metade. E isso, meu caro, nesse mundo cão já é um passo até metade do céu.

Ele é o avesso do comum. A surpresa em um dia normal. O pensamento inquieto em situações diferentes. Ele se sente triste e só. Sente-se sem vida. Nota que possui ar demais quando sente-se indefeso à respiração natural. Ele é o silencio e a noite. Sente-se preso. Não sabe nem pelo quê. Ele escreve para elas, para ela. Para o mundo. Para si e para ninguém. Quando ele se olha no espelho, deve ver o retrato de seu mundo interior querendo gritar na palidez de seu rosto sem expressão. Ele é um pensador. Um filósofo mesmo que não saiba. Um largado pelas noites viradas em poemas e desabafos metafóricos. Um amante da bebida, das noites em claro, do rock’n roll e também do vento. Ouve a tempestade como poucos e decifra enigmas da chuva que cai do lado de fora. Do lado de dentro.

Então diga-me, menino, qual o verdadeiro sentido da vida e por que estamos aqui? Para onde vão essas palavras soltas escritas para personagens reais e irreais que me afogam em desentendimento e suaves tombos dentro de mim? Eu, uma mera leitora e voluntária participante das tuas dúvidas. Qual é a tua cara e para onde vão esses sentimentos ofuscados pelo mistério do teu olhar? Para onde vão? Tu és um homem valente e um menino indefeso. Tu és a tempestade triste e a carência de melodia. Tu és o mistério calado e gritante. A praia deserta com areia macia. O jardim sem flores. E o amanhã com chuva na janela do meu quarto que me insiste a te ler mais um pouco. E mesmo que não queiras, que tenhas aversão à atenção de um ser normal, mesmo que já não queiras mais ler essas poucas ou muitas linhas sem sentido, aqui está alguém que descobriu a água na rocha. A vida no final do nada. Eu te descobri mesmo nem te conhecendo. Eu ainda nem te conheço, mesmo que em alguns momentos me sejas previsível. Tu és a estranha vontade de se isolar. O auge da detenção. Tu és o amigo que eu quero ter por seres único. A insignificância que faz falta sem eu nem saber porquê.
O poema que eu quero ler. Acho que sempre.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Existem sons lá fora...

... Faz silêncio aqui.


Faz frio aqui. As luzes estão acesas e eu já me cansei desse episódio escuro dentro de mim que aos poucos se tornou rotina. O coração cheio, a mente vazia. A quantidade exacerbada de exercícios fadigados, o coração querendo entender ou simplesmente bater e o raciocínio precisando funcionar. Tantas palavras que talvez saiam em vão.

O mundo correndo lá fora. E as mesmas palavras de sempre. Liberdade e silêncio? O que eu sei disso tudo? Hoje já nem tem melodia, mesmo que triste, mesmo que sempre presente. O céu chorou ao me ver. E eu chorei quando vi o que fiz de mim mesma e com o próprio céu que sempre chora por mim.

O quarto está vazio e o que resta são os sons do pensamento ao tentar entender o que foi feito do passado melhor. O que virá amanhã. O quê?
Os cães lá fora latem. E eu já não sei o porquê. Parecem querer ser ouvidos. Mas por quem? E quem há de se importar? Talvez eu seja a única que os ouce daqui, mas também não me importo. Fico igual ao mundo dormente. O mundo está dormindo como anjo e a noite grita lá fora junto com os cães. Esses meus olhos entreabertos soam como ser desatento àquilo que é real.

Há lições a fazer. A cada dia elas crescem como a quantidade de questionamentos e temor dentro de mim. Existe algo do outro lado que eu não sei o que é. Existe algo aqui dentro que eu ainda não descobri. Eu me sinto tão livre aqui, mesmo desconhecendo. Tão presa lá, mesmo não concluindo nada.
Passos misteriosos na rua, frustração aqui dentro. Os passos seguem caminhos. O coração chora pelo ser humano. Como a humanidade é estúpida e como essa minha fragilidade não tolera o descaso. Eu mesma já não tolero minha própria fragilidade.

Existe indiferença. Por que diabos eu ainda tento entender? O pensamento triste diz: "Tu destes espaço!". Eu não quero mais pensar. Amanhã tudo volta ao normal e eu também já não quero mais tentar me adaptar. Que se dane o encanto. E toda "melodia" que eu sempre achei encontrar. Pelo menos agora.
Ao menos nessa noite fria.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Traga de volta o meu coração...

O mundo acontecendo lá fora. E eu encontro tantas milhas de sentimentos aqui dentro não querendo calar. Tornam-se opostos ao silêncio pela sensibilidade e profundidade que a alma é capaz de ter quando sem nem esforços tem vontade de gritar.
Eu queria falar do surrealismo bom, fitar meus olhos nas minhas obrigações como aprendiz de algo que eu acredito ser relevante. Exercitar os temas vocálicos tão atrasados. Mandar aqueles tantos textos devidos e burocráticos pras minhas fadigadas disciplinas. Fazer qualquer coisa para sentir-me útil. Mas não quero agora e já nem consigo. Permita-me dizer, não nasci para estar aqui. Sempre me disseram isso, e eu também quis acreditar em mim mesma. Hoje eu sei. O mundo é dos espertos e eu nunca aprendi a ser. Não sei se existe fórmula exata para isso, e também nem sei aonde a encontrar. Mas descobri que não ser esperta é bom. Faz-nos mais humanos e frágeis. Quando nos tornamos frágeis, conseguimos ouvir tanto som desconhecido aos ouvidos espertos, egocêntricos e passageiros. E a realidade vem como nua. Sem vestes. E mesmo que talvez impura, vem genuína de verdade.

O silêncio da noite e as tantas letras aqui presentes. Um coração batendo tentando não entender o estado passageiro da vida. Um coração que acredita na eternidade bem mais do que no próprio mundo cativo e desesperado. Um coração que não quer mais o mundo assim. Nunca quis. Coração abatido, mas não desanimado.
Não me mande ir embora agora. O tic tac do relógio alerta as funções do dia que nasce daqui a pouco. E o que me importa se eu já não sei o que poderá vir quando o sol chegar? Ele pode não brilhar, mas hoje eu já não posso pensar no tão desejado estudo sobre a realidade humana e estúpida. Quero coisas mais reais, preciso. Elas vêm como uma tempestade que chega tão de repente no meio do silêncio. Eu preciso de momentos mais simples.

Certa vez alguém desabafou cantando:“Preciso de algo mais puro do que eu. Do que todo mundo". Sei que existe, está aqui dentro, bem pertinho de mim. Mas o mundo LÁ fora, o mundo AQUI fora também está perto AQUI dentro. Ele anda forte como o vento e estúpido como o fogo. Cínico como um gato quando pede comida, avassalador como uma traição. Distante como as estrelas pra quem não acredita nelas. Ele precisa de mim. O que eu estou fazendo?

Traga-me de volta os meus pedaços. E junto a eles, monte meu coração que se quebrou. Traga-o de volta aos meus olhos, pois ele se perdeu; e me faça de novo acreditar no lugar em que vivo. O mundo é carente como a sede que deseja saciar-se. Precisa de compaixão. Ele precisa de profundidade, de eternidade. Eu estou cansada como ele. Cansada do vazio e da perdição, mas eu não me cansarei de acreditar de encontrar a paz que eu conheço. Paz real, eterna e pura. Muito maior do que eu sempre desejei. Aonde estava o meu coração? Encontre-o e leia o que está escrito dentro. Ele sempre quis gritar, sonhou em dizer, mas apenas escreveu. Lá estão as palavras e acredite, mais uma vez a melodia está perto. Tão perto que junto com cada palavra, tornam-se um.

Não há letra sem melodia. Mesmo que aparentemente silenciosa, ela soa como música. Como sintonia. Como harmonia e acordes. Mesmo que triste, mesmo que grite melancolia. Ligue a luz assim que encontrar o coração. Não esqueça de ler a verdade que eu sempre acreditei. Leia pra mim e pra você as coisas reais. Elas estão ali, dentro do coração em pedaços.