quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Caçador(a) de mim


Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz... Eu, caçador de mim. Preso a canções, entregue a paixões que nunca tiveram fim. Vou me encontrar longe do meu lugar... Eu, caçador de mim.

Nada a temer se não o correr da luta. Nada a fazer se não esquecer o medo. Abrir o peito a força, numa procura. Fugir às armadilhas da mata escura. Longe se vai Sonhando demais, mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir. Eu, caçador de mim.

Composição de Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Interpretação: Milton Nascimento

*Aplausos a Rafael Bernardo, com uma interpretação incomum e longe de definições vocabulárias.

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a música fala por mim.

é assim que me sinto, caçadora de mim mesma, de minhas escolhas, meus erros e meus sonhos.

mais inspirada do que antes, mais cansada que amanhã, mais apaixonada por aquilo que me dá prazer como minha família, meus amigos, meu presente e minha fé naquilo que está acima de qualquer comparação humana.

voando mais alto, buscando chegar mais pertindo do céu e de mim mesma, caçadora dos meus objetivos e das palavras que possam descrever meus sentimentos e minhas sensações.

amante da minha vida, desamante da contradição e do desequilíbrio. distante daquilo que não me faz descobrir, perto dos meus afagos, inativa à indiferença.

cada vez mais próxima dos meus sonhos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

levem-me às flores. mostrem-me as estrelas.
tragam-me boas novas. me ensinem a esperar.
digam-me que vai acabar tudo bem. façam-me esquecer o (in)esquecível.
dancem comigo. coloquem música a minha vida.
falem-me de amor.me deixem sonhar.

sábado, 25 de outubro de 2008

[mais]

(...) Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida.
Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, e agradecer a Deus por sua fidelidade.

(GONDIN, Ricardo)

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Eu quero mais simplicidade, mais música e mais sanidade.
Quero mais alma, viver por amor e ter menos dor.
Quero me cansar de alegria, chorar de emoção e não viver a vida em vão.
Eu quero correr pra chegar, voar mais alto e bem cedo voltar.
Quisera eu estar num lugar desconhecido, cheio de flores, jardim a mim nem tão merecido.
Eu sei que eu não sei do tempo, ele não pertence a mim, eu não sei quando terá fim.
Eu só quero mais paz, num mundo que não volta atrás e ao ódio não se desfaz.
Eu vou viver meus dias menos tensos, com sonhos muito mais densos,

aprendendo que apenas o amor maior me satisfaz.

Sons mágicos

Conhecida como uma ONG sem fins lucrativos, Anjos e Querubins tem representado uma arte diferente, criativa e guerreira


Quando o dom artístico e a vontade de fazer música são maiores do que a necessidade e a falta de instrumento, o som pode sair de qualquer lugar. Balde, lata, tampa de panela industrial, garrafa de vidro ou pet, copos e vidros são alguns dos “objetos musicais” usados de forma criativa pelo grupo de 27 crianças e jovens da ONG Anjos e Querubins.

A idéia inicial de um grupo de teatro se expandiu e vem crescendo ainda mais. Do teatro à dança e da dança à música. Bem Hur Flores, o coordenador do projeto diz que o trabalho com cunho social, deve também ser visto como um grande esforço artístico. “São crianças da comunidade com técnicas de mesma exigência de grupos mais reconhecidos”.

A precisão deu margem à originalidade. Os sons envolventes e fortes das caixinhas improvisadas, dos chocalhos feitos pelas jovens mãos talentosas, soam com a mesma intensidade da união entre o grupo. “Somos como uma família”, diz Marcelo dos Anjos de 17 anos. Integrante do grupo desde a fundação em 2003, o responsável pelo som do “jamelão” conta que, mesmo com as grandes dificuldades financeiras que o grupo passa, a união e a paixão pela arte causam motivação e esperança de crescimento da ONG. Ao mesmo tempo em que conta sua história, a pequena Emily de 5 anos mostra os livros doados que formam a pequena biblioteca do projeto. No pátio, alguns jogam vôlei para mais tarde ensaiar. Ensaios que rendem aplausos e emoções em cada apresentação. Os pequenos anjos e os talentosos querubins já viajaram para algumas cidades do estado e estarão indo pela segunda vez ao Rio de Janeiro, em outubro.


[Matéria publicada no jornal 'O Pescador' do mês de outubro.]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

todos os dias quase a mesma rotina.
eu queria aprender mais com o valor do ouro de mina,
decifrar segredos, voar mais alto, afogar meus desejos de menina;
esse mundo é injusto e diferente, não nasci para ser repentina.
hey você, mande-me para longe, leve-me a qualquer lugar,
está todo mundo louco, aqui eu não quero mais ficar.
eu vivo num mundo paralelo, eu não sou daqui,
tudo o que preciso é um 'manual' de como sobreviver àquilo que me faz cair.
encha-me de sonhos, embora eu já os tenha, diga-me aquilo que eu sempre quis ter como senha;
senha para entrar na fila daqueles que esperam, eu sempre esperei e já chegou a minha vez, eu não vou me atrasar pro trem;
trem da vida, trem da ausência da dor.
me diga o que será desse mundo, se não for o amor?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Às vezes me sinto só.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pesa como a dor do vazio


Pudera conseguir explicar a mistura dos sentimentos. Mas não conseguia. E aquela música mergulhava em seu coração ao ponto de haver borboletas voando e dançando no seu íntimo, como se fossem bailarinas em um espetáculo. O palco era seu coração.
A solidão sempre a acompanhou, embora tanta gente estivesse ao seu redor. As pessoas diziam que era importante alguém no seu caminho. Claro. Sempre é bom ter alguém que lhe faça bem e seja o 'seu par', mas isso eu conto depois. Importa no momento e sempre é o seu almejo em continuar sonhando. O simples sonhar já era uma ambição. Costumava a dizer que quem não tivesse sonhos, não precisava viver.
Ela andava pelas ruas enxergando poesia em tudo. Do andar clássico na chuva nos dias cinzas e inspiradores às experiências loucas e rotineiras dos seus trabalhos engraçados. Ela era ingênua para alguns, uma mentirosa para si mesma. Me permita a palavra, mas muitas vezes queria se enganar. Eu não vejo outro sinônimo para enganação, além da mentira.
Procurando respostas nos acasos, mas nunca acreditando neles. Apostando nos jogos que perdia... escrevendo. Ela queria voltar, mas nem sabia onde estava.
Ligações e mensagens. Publicações de segredos que agora eram 'notícias' desncessárias de alguém perdido, restos de lembranças, um tiro no escuro.
Nunca entendeu o porquê de tanto sentimento confuso e não demonstrado. A negação ao momento bom, os pedidos de atenção. A busca pela compreensão e pela resposta nunca vinda.
Renovo o dizer: já nem sei como expressar aqui tantos sentimentos. Caminhos distantes e tão próximos. Ela queria se aproximar, mas temia. Acredite, o que mais questionava no momento, era a própria questão.
Se tudo não passou de desejos e sonhos... Por que tanta atenção? Se tudo não passou de ilusão, por que tanto sorriso e frases expostas num olhar que brilhava em sua doce presença?

Nada mais importa agora. Tudo passou, mas as marcas ainda permanecem vivas. O futuro vem. Vem cheirando terra molhada e clareza. Tudo parecia tão distante, mas agora está próximo. Aquilo que antes era dúvida, hoje resta como certeza inesperada, frustrante e seca.